terça-feira, 20 de março de 2018



É como se cada veia,cada artéria,cada pulsação fosse sobre estar;
A frente;a espreita;a espera; a consulta,
Como se o mundo tivesse dentro de mim,e a razão maior lá fora.

                                                                      (Laura M.)

sexta-feira, 11 de abril de 2014

"Suponhas que és o objeto que guardo no bolso daquela
velha blusa surrada que uso em casa quando não resolvo sair.
 Te guardo apenas porque embora a blusa seja velha,
tenho ela à um tempo e o tecido me agrada.
 Ou a desculpa me agrade melhor." 

 (Laura M.)

sexta-feira, 12 de abril de 2013

"Quem dança o barco não é o mar alto,nem a força de suas ondas
Mas o marasmo do mal tempo,que em meio ao dia cinzento o tira pra dançar." 

(Laura Moura)

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

"Paixão é chá da tarde -quente e bem adoçado,sem ter nota das colheres de açúcar adcionadas.
Amor é café -café forte,café adoçado,café mal adoçado,café frio,café quente,café fraco,café intencionado...
Amor é café,e café faz lembrar que chá era uma boa ideia,vez enquando.
Mas chá é fraco,e chá não basta.
Hoje o café me despiu a alma." 

(Laura Moura)

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

"A vida tem lá um jeito fosco vez enquando.
É um olhar pra fora sem tanta necessidade,e um olhar pra dentro demorado,mas sem muita expansão.
É um gole seco dado a cada ressaca."

(Laura Moura)

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

"Faz soneto enquanto dorme.Traz calmaria a vulcões.Barco em alto mar veleja em calmaria.
E pode causar daí pra mais,quando brinca de ser meu cais,mas é só meu porto seguro,onde de pé juntos lhe juro - com você eu tô em paz."

(Laura Moura)

terça-feira, 10 de abril de 2012

"Sinto falta de coisas tão pequenas; de noites serenas,daquilo que me desvenda,daquilo que me sustenta,do que é breve e pouco me frequenta.Do afago que tu me ostenta,da liberdade que me aguenta,do juízo que de mim se afugenta.Sou alma grande,mas também sou pequena.Sou tão já,e tão depois de já,que o ato de mim me fez pra ontem."

(Laura Moura)

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

"Arremeça teu mais longo suspiro diante de qualquer vento contrário.
Deita na grama como quem nada quer.Com a ponta dos dedos brinca com o galho de um Dente de Leão,que acabara de espalhar pra todo lado.Esfrega o nariz tirando uma das plumas.Por alguns minutos se livra de tudo,de tudo que pesa e caleja.De tudo que a alma espele sem dó alguma.

- Olha que mar bonito...,digo -Céu."

(Laura Moura)

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

"A mesma parte da blusa que o vento esvoaça,e que parece se jogar contra o vento por vontade própria.A mesma que a criança segura em um adulto,vendo ali proteção -Um pedaço de tecido."

(Laura Moura)

domingo, 24 de julho de 2011

"Quando criança,a gente teme se desequilibrar no meio fio.É um balanceia pra esquerda,um balanceia pra direita.
A gente cresce,e o desequilíbrio se torna interior,mas o balanceio continua o mesmo -Direita e Esquerda se tornam Passado e Futuro.
A busca pelo equilíbrio do Presente,e pela divisão dos outros é mentalmente e espiritualmente a forma mais breve de se deixar em harmonia com momentos e instantes que viéram;que são; e que virão."

(Laura Moura)